Arte & Cinema

Assim como o filme, trilha sonora de ‘Trainspotting 2’ mistura o velho e o novo

Depois de 20 anos, Danny Boyle dirige a sequência do sucesso cult “Trainspotting”, que ficou marcado por sua trilha sonora arrebatadoraDe vez em quando surge um filme que marca tanto pela história, quanto pela trilha sonora. Pode ser Uma Thurman e John Travolta dançando em “Pulp Fiction”, ou Julia Roberts caminhando ao som de Pretty Woman, ou até Don’t You Forget About Me tocando ao final de “Clube dos Cinco”. Essas cenas e essas músicas ficam marcadas na memória. Foi assim também com “Trainspotting”, filme do diretor inglês Danny Boyle lançado em 1996. A música Underworld pode não chamar atenção pelo nome, mas qualquer jovem dos anos 2000 com certeza ouviu, e muito, a faixa.Trilha sonora de “Trainspotting 2” mistura o velho e o novoFoto: DivulgaçãoA trilha de Trainspotting foi sucesso instantâneo e, junto com o filme, se tornou um cult. Blur e Iggy Pop também deram o tom para a coletânea que contava ainda com algumas músicas feitas originalmente para o filme. Essas músicas acabaram se tornando símbolo de um período musical muito específico do Reino Unido, e Danny Boyle sabe disso. “Quando você toca um certo acorde, desperta uma memória que você não consegue controlar”, ele comenta em entrevista à publicação americana The Hollywood Reporter. Apesar disso, Boyle disse ter ficado surpreso com o impacto da trilha. “Nós não esperávamos. Só colocamos as músicas que mais gostávamos no filme, e vimos que todos amaram!”.O fato, claro, aumenta a pressão para acertar, não só na história , mas na trilha da sequência, que estreou na sexta-feira (17) nos EUA e chega na próxima quinta (23) ao Brasil, 20 anos depois do original. “Nós procuramos fazer algo que fosse mais moderno, para que não ficássemos presos ao passado”, ele explica. Um dos exemplos que o diretor dá é a banda Young Fathers, que surgiu na mesma região onde Irving Welsh, autor do livro que deu origem ao filme, também cresceu, com um pequeno porém: os jovens nem eram nascidos quando Irving começou a escrever o livro.A trilha também trará clássicos como Queen, Blondie e The Clash, porém músicas como “Lust For Life” de Iggy Pop ganharam uma nova roupagem com o Prodigy. De certa maneira, a mistura representa bem a essência de “T2: Trainspotting” o novo misturado a boa e velha nostalgia.Sucesso além de “Trainspotting”A força de “Trainspotting” é tão grande que transformou a carreira do elenco e do próprio diretor. Ewan McGregor tem hoje uma carreira de sucesso que inclui a franquia Star Wars e já foi indicado a dois Globo de Ouro. Já Boyle dirigiu mais de 10 título e faturou o Oscar em 2009 por “Quem Quer Ser Um Milionário?”.

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Novo “A Bela e a Fera” atualiza encanto deum dos maiores clássicos da Disney

Versão em live-action resgata toda a beleza e carisma de um dos maiores acertos da história do estúdio e Emma Watson nasceu para viver BellePrimeira animação indicada ao Oscar de melhor filme, “A Bela e a Fera” mediu forças no Oscar de 1992 com “O Silêncio dos Inocentes”, “Bugsy”, “JFK – A Pergunta que Não Quer Calar” e “O Príncipe das Marés”. Nesse fato reside o vestígio definitivo de que o filme se não é o maior, figura entre os três maiores clássicos da Disney. A aceitação de público, crítica e indústria se deu de uma maneira até então inédita.Cena do filme A Bela e a Fera, que estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas do BrasilFoto: DivulgaçãoEra natural, na esteira dessa onda de versões em live-action das produções da Disney, que “A Bela e a Fera” ganhasse uma versão em carne e osso eventualmente. Bill Condon, diretor do musical “Dreamgirls – em Busca de um Sonho” (2006), mas também do drama sobre sexualidade “Kinsey- Vamos falar de Sexo” (2014), assumiu o comando da produção que tem Emma Watson como Bela, ou Belle como é chamada no original.Condon está aqui por seu talento na condução de um musical e em live-action “A Bela e a Fera” é mais um musical do que qualquer outra coisa. O filme reproduz frame por frame a animação de 1991 e flerta com a nostalgia de quem descobriu esse clássico há mais de 20 anos. Visualmente impressionante, a produção cativa por nos reapresentar Lumière (Ewan McGregor), Cogsworth (Ian McKellen), Mrs. Potts (Emma Thompson) e Zip (Nathan Mack), além da Fera (Dan Stevens), com um aspecto menos fofo do que nos lembrávamos.Gaston ganha a forma e a canastrice de Luke Evans, enquanto que o pai de Belle é interpretado por Kevin Kline. Os dois defendem seus personagens com dignidade e devoção, mas é mesmo Josh Gad, como LeFou, quem rouba o show. Inicialmente mapeado como alívio cômico, o personagem vai ganhando força conforme o filme avança. É justamente com ele que há as maiores divergências entre as duas versões Disney de “A Bela e a Fera”. LeFou gravita em torno de Gaston porque gosta dele de uma maneira que ainda não sabe elaborar adequadamente – e aí entra em cena todo o imbróglio que a Rússia classificou como “propaganda gay”. No mesmo compasso que descobre que Gaston pode ser um ser humano desprezível, LeFou identifica as razões de seu interesse por ele. Não há no filme, e isso deve ter sido muito ponderado nos bastidores, nenhuma cena que possa valer a alcunha de “propaganda gay”. O que há é uma grande sensibilidade no desenvolvimento do personagem, francamente o ponto alto do filme, e uma preocupação latente de atender demandas sociais reprimidas em 1991.Já Emma Watson, que será modelo para crianças de hoje e julgada pelas crianças de ontem, convence como Belle. Dócil, genuinamente sofisticada, carismática e bonita, Emma é a encarnação perfeita de Belle e traz para ela essa força que tão bem revestiu Hermione e que o público, feminino em especial, espera de uma princesa contemporânea.“A Bela e a Fera” emana toda a beleza e encanto de um clássico Disney e ostenta energia e adereços suficientes para criar uma nova legião de fãs. Mas, posto de maneira bastante franca, não provoca o sentimento de algo maior que a vida ensejado pelo original. E, talvez, isso não fosse nem mesmo possível.

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