Arte & Cinema

Novo “Resident Evil” investe em ação ininterrupta e sana dúvidas sobre Alice

Último filme da série estreia nesta quinta-feira (26) e apresenta uma explicação bem satisfatória para todas as perguntas sobre a protagonistaParece que todos concordam que a franquia “Resident Evil” durou mais do que o necessário. O sexto filme da franquia adaptada do famoso game ganha o subtítulo de “O Capítulo Final” e se assevera como um fecho digno para a adaptação de game mais longeva, e para todos os efeitos, mais bem sucedida da história do cinema.Milla Jovovich em cena de Resident Evil 6%3A O Capítulo FinalFoto: DivulgaçãoPaul W.S. Anderson, que dirigiu “O Hóspede Maldito” em 2002 não estava mentindo quando disse na Comic Com realizada em dezembro em São Paulo que este era o melhor “Resident Evil”. “O Capítulo Final” tem suas oscilações, principalmente quando envereda pelo drama, mas no geral é um entretenimento de muito bom nível. A primeira hora bebe da fonte de “Mad Max: Estrada da Fúria” e apresenta ação ininterrupta e parte dela, assim como no filme de George Miller, em constante movimento.Alice (Milla Jovovich) encontra uma inesperada aliada contra a organização Umbrella na figura da rainha vermelha, a inteligência artificial criada por seu pai para proteger os interesses da empresa que tornou-se fiadora do apocalipse. Ela precisa impedir um último ataque da corporação contra a humanidade nessa sanitização promovida pelo grupo liderado pelo Dr. Isaacs (Iain Glen, canastrão na medida certa) e sequestrar o único frasco que detém a cura e representa a última chance de vencer o T- Vírus. Pôr um fim ao T-Vírus significa para Alice suicidar-se por um bem maior.O mote desse derradeiro capítulo da série, até que um reboot surja nos planos, compreende ainda uma explicação para a vida e jornada de Alice que a série deve desde “O Hóspede Maldito”. “Dizem que a história é contada pelos vencedores e durante muito tempo essa foi a história da Umbrella, mas essa é a minha história”, pontua em off a personagem logo na abertura do filme.“Resident Evil 6: O Capítulo Final” ganha pontos na comparação com outra adaptação de game em cartaz nos cinemas, “Assassin´s Creed”, por não se levar tão a sério e ser muito mais honesto consigo e com o público e ter em Milla Jovovich uma atriz com tanto tesão pela franquia que tudo o mais parece mero detalhe.

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‘La La Land’; ganha fôlego por se comunicar com sonhadores em tempos obscuros

Hit da temporada do Oscar, “La La Land” estreia no Brasil promovendo resgate dos musicais e comunhão de sonhadores e fãs do bom cinemaRyan Gosling e Emma Stone já haviam atuado juntos antes de viverem um casal improvável de sonhadores em “La La Land: Cantando Estações”, que estreia nesta quinta-feira (19) nos cinemas brasileiros. Pode ser até que estrelem outros filmes juntos no futuro, afinal, química como a deles não se encontra nem em muitos casamentos bem sucedidos por aí, mas é improvável que sejam lembrados por outro filme que não o musical de Damien Chazelle.“La La Land – Cantando as Estações” reinou absoluto na noite da cerimônia do Globo de Ouro e bateu recordeFoto: Divulgação“La La Land” já fez barulho no Globo de Ouro ao estabelecer um inimaginável recorde de sete prêmios em sete possíveis. Bem verdade que concorria no lado “mais fraco” da premiação da Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood (HFPA na sigla em inglês), mas derrubou favoritos da ala dramática sempre que houve bifurcação como nas categorias de direção, roteiro e trilha sonora. Recordista de indicações no Bafta e vencedor de oito prêmios no Critic´s Choice Awards, incluindo filme e direção, tudo indica que o filme seja o líder de indicações ao Oscar. É possível até mesmo que iguale o recorde de indicações de “Titanic” (1997) e “A Malvada” (1950) com 14 nomeações.A festa se justifica. “La La Land” é clássico e reverente, mas também é inventivo, oxigenado e cheio de energia. Além de ser tremendamente, até mesmo dolorosamente, romântico.Ryan Gosling faz esse pianista de jazz frustrado com os rumos que o gênero musical está tomando. Ele sobrevive de bicos em bandas covers e de tocar em clubes as músicas que ninguém quer ouvir – ou que ele não quer tocar. O ator empresta sua beleza triste a esse sonhador teimoso que encara o amor com abnegação e singeleza.Na outra ponta desse encontro de sonhadores temos Mia, vivida com graça, doçura e vulnerabilidade por Emma Stone. Uma barista que quer ser atriz, mas parece sentir as marteladas dos testes fracassados cada vez mais. Vencedora da Copa Volpi de melhor atriz em Veneza, Emma pode vencer o Oscar no próximo dia 26 de fevereiro. A categoria costuma ser simpática a jovens atrizes como demonstram as vitórias de Jennifer Lawrence em 2012 por “O Lado Bom da vida”, de Natalie Portman em 2011 por “Cisne Negro” e Brie Larson no ano passado por “O Quarto de Jack”. Emma é uma estrela e “La La Land” parece o filme talhado para ela brilhar.O cinema talvez carecesse de um filme como “La La Land” em tempos tão sombrios para o mundo de maneira geral. O Oscar talvez pense parecido, mas o filme nem mesmo precisa dessa indulgência. Na terceira vez que ouvimos “City of Stars”, premiada com o Globo de Ouro e que deve figurar entre as canções do Oscar, temos a certeza de estarmos diante de algo único e especial.

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