Arte & Cinema

João Gordo conta sua história em livro e define-se como pessimista

Apresentador diz que só volta à TV aberta por algo ‘muito bom e bem pago’Rio – João Gordo sobreviveu às drogas, a ataques violentíssimos de gangues em São Paulo e até a uma surra do pai, policial militar, que quase tirou sua vida. O apresentador de TV e vocalista do Ratos de Porão repassa sua história com detalhes sórdidos em ‘Viva La Vida Tosca’ (Ed. Darkside, 320 págs, R$ 59,90), escrito com o jornalista André Barcinski e, mesmo com o sucesso (e a sobrevivência!), se diz um pessimista.“No ‘Brasil’ (disco do Ratos de Porão de 1989) eu já falava que ‘dizem que o Brasil vai melhorar, mas eu acho que não vai’. Achei que fosse melhorar com o Lula na presidência, mas o cara coloca o Gilberto Gil como ministro, uma pelegada f… nos cargos, faz um monte de acordos… Estamos em 2016 e esses moleques fascistóides de 16 anos vão virar um bando de homofóbicos”, lamenta João, que se reconciliou com o pai, já falecido, a tempo — mas confessa que foi dolorido lembrar de sua infância. “Não foi engraçado, fiquei até um pouco deprimido”, conta ele, que prepara também um livro com as 120 letras que fez para o Ratos, para breve.O livro detalha histórias de turnês do grupo e da trajetória de João na TV — como o período em que esteve na Rede Record, no ‘Legendários’, do qual saiu por discordar da linha do programa (no livro, reclama de um diretor que “só manjava de close de bunda e de colocar os piores artistas para cantar”).“Para eu voltar para a TV aberta, tem que ser algo muito bom e muito bem pago”, conta João, hoje à frente do ‘Eletrogordo’, no Canal Brasil, e do programa de receitas vegano ‘Panelaço’, no YouTube. No rádio, divide o ‘Tiki Nervioso’ com o amigo Marinho (baixista do grupo Pavilhão 9), toda terça, às 23h59, na rádio paulistana 89 FM (pode ser ouvido em www.radiorock.com.br). Na seleção musical, nada de punk e heavy metal: rola música latina, jovem guarda, rock dos anos 50 e 60, orquestras, temas de desenhos animados clássicos e jingles antigos.“Tenho uma enorme memória fotográfica para coisas antigas. Tinha cinco anos na época do programa ‘Jovem Guarda’, e me lembro de tudo”, anima-se.

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Clint Eastwood filmou acidente aéreo de ‘Sully’ sem preparar atores para a cena

Depois de adiamento motivado pela tragédia com avião da Chapecoense, novo filme de Clint Eastwood que trata de acidente aéreo estreia no PaísNa próxima quinta-feira (15), “Sully: O Herói do Rio Hudson” estreia nos cinemas trazendo uma história baseada em fatos reais que aconteceu no dia 15 de janeiro de 2009 nos Estados Unidos. 35º filme de Clint Eastwood como diretor, o longa traz a vida de Chesley “Sully” Sullenberger, interpretado por Tom Hanks, que ao ter seu avião de 75 toneladas invadido por alguns pássaros teve que fazer um pouso de emergência sob o Rio Hudson, em Nova York. Mesmo sendo declarado herói nacional por salvar as 155 pessoas a bordo, o piloto foi alvo de investigação na agência de regulação aérea dos Estados Unidos posteriormente.O filme de Clint Eastwood tem como protagonista Tom Hank, que conta a história do piloto heróiFoto: Reprodução“Sully: O Herói do Rio Hudson“ marca a primeira colaboração entre Tom Hanks, que tinha um plano de descanso depois de seis anos ininterruptos de gravações, e Clint Eastwood. Para o filme, o diretor ficou três horas na casa do casal Sully e Lorrie Sullenberger em um almoço para conhecer as vidas reais de quem seriam os protagonistas do filme. No dia do acidente, Sully estava também acompanhado do copiloto Jeff Skiles que conheceu poucos dias antes do acidente. O copiloto é interpretado no filme pelo ator Aaaron Eckhart, que fez aulas de pilotagem antes e durante a produção e conseguiu uma licença de voo particular, além de conversar com o Skiles para saber um pouco mais sobre o episódio que durou cerca de 208 segundos.Para gravar as imagens do avião, foram instaladas cinco câmeras simultâneas dentro da aeronave: uma no interior dela e outras quatro no exterior. A proposta veio do diretor de fotografia Tom Stern, que também trabalhou na trilogia de “Jogos Vorazes”. Os atores que interpretaram os passageiros e tripulantes do voo 1549 da US Airways fizeram a cena durante uma única sequência de recriação do resgate do Rio Hudson, que não foi ensaiada por Clint Eastwood. O diretor orquestrou as filmagens em um Airbus 320, mesmo modelo que o original, mergulhado em um tanque cercado por 60 metros de céu azul.Entretanto, a história é familiar para certo membro da produção. O próprio diretor, Clint Eastwood já havia sofrido um pouso forçado na água, assim como mostra em “Sully”, aos 21 anos de idade durante seu tempo de serviço no Exército Americano.O filme foi rodado durante 36 dias, com nove locações em Atlanta, na Georgia, e mais de 11 locações em Nova York, incluindo o Píer 81, o terminal da US Airways e o Aeroporto LaGuardia.O caso de Sully possui 213 páginas do Relatório do Acidente Aéreo do piloto que somou 20.000 horas ao longo de quatro décadas de carreira e foi alvo de uma investigação que durou 18 meses conduzida pela NTSB – Agência Nacional de Segurança nos Transportes. O episódio deu origem à música “Send Another Prayer” (Faça uma outra oração) escrita pela cantora australiana Emma Sophina Cowan, que era uma das tripulantes do voo.

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